domingo, 28 de dezembro de 2008

Pensamentos...

Foram muitos dias nesse mar de pensamentos, então espero que entenda que percorri todas as rotas possíveis de fuga. Cheguei a procurar notícias suas pelos jornais, pois só um obituário justificaria tamanha demora em uma ligação. Enfim, por muito mais tempo do que desejaria, mantive na ponta da língua tudo o que eu preciso te dizer, e tudo o que você merece ouvir. Pois é. Mas você não ligou. Deixo esse recado na caixa postal do seu celular, portanto, sem esperar resposta. Nem sequer espero mais por nada, não espero seu sorriso, nem suas piadas e muito menos suas aulas partilares de inglês, pra ser sincera, não espero você. No que se refere a você, especialmente, porque o vazio do seu sumiço já me preenche; tenho nele um conforto que motivos não encontro. Não me ligue ou me responda, então, mesmo que deseje. Não quero um retorno; quis, um dia, que você me correspondesse. O que não aconteceu, assim como o nosso começo vamos deixar para lá. Estaria, entretanto, mentindo se não dissesse que, aqui dentro, ainda me corrói uma pequena curiosidade que bem intimamente parece infinita. Pois não é todo dia que uma pessoa se vai e não liga, não é? As pessoas guardam esses grandes vacilos para momentos especiais, não guardam? Então, eis aqui a minha única curiosidade: você às vezes pensa nisso, como eu penso? Com um suave aperto no coração? Ou será que sou a unica que quando me deito, reflito sobre o nosso futuro tão incerto.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Meu morango mofado!

Em meio a tantos olhares, eu sabia que ao longe encontraria o seu. Fiz de tudo para que o destino se encarregasse de nos preparar o momento exato em que nos tocariamos outra vez. Você preferiu não me olhar mais. Não sei se por medo, por infantilidade ou por se achar superior e acreditar que o universo gira em torno do seu pseudointelectualismo. Notícias inexperadas andam me abalando. Já não consigo acreditar que estou cercada de pessoas sinceras (existem ressalvas). Vesti as mais diversas máscaras: a garota forte, a jovem desencanada, a mulher esperançosa, mas nunca a coitadinha, pois sei dos meus erros e os assumo. Por você já perdi festas, matei aula, li livros, escutei programas de rádio. Tudo isso para que eu tivesse de retribuição apenas um sorriso seu. Carinho? Não é isso que me basta. Sinceridade e maturidade já me são suficientes! Você adora festas! Ouvi rumores de que você não pode ouvir um batuque na esquina que logo se infiltra. Ainda mais aqueles regados a sua imbecilidade. Você não pode imaginar em quantas coisas suas você matou dentro de mim após sua atitude "brilhante". Aquele gesto de como você meche no cabelo já não me atrai mais. Sei que sua opinião é clara: ninguém tem o direito de chorar por ninguém. Fique surpreso (ou não), eu chorei por você. Não se acostume, meu universo não parou por sua simples existência. Se te perguntarem de mim, não se preocupe, eu estou bem. Você só foi o segundo desafio do meu mês. Aliás estou me saindo muito bem com pessoas não tanto honestas. Eu sei que em algum momento você vai pensar no erro que cometeu. O mundo gira e coloca todas as coisas no seu devido lugar. Eu sou paciente. Talvez, nem sempre o mais divertido e o mais facil seja ideal. O amargo é que sei que ainda te quero para mim.

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

O destino desfolhou!

“ Muito mais que com amor ou qualquer outra forma tortuosa de paixão, será surpreso que o olharás agora, porque ele nada sabe de seu poder sobre ti, e neste exato momento poderias escolher entre torna-lo ciente de que dependes dele para que te ilumines ou escureças assim, intensamente, ou quem sabe orgulhoso negar-lhe o conhecimento desse estranho poder, para que não te estraçalhe entre as unhas agora calmamente postas em sossego, cruzadas nas pontas dos dedos sobre os joelhos.
Ah, fumarás demais, beberás em excesso, aborrecerás todos os amigos com tuas histórias desesperadas, noites e noites a fio permanecerás insone, a fantasia desenfreada e o sexo em brasa, dormirás dias adentro, noites afora, faltarás ao trabalho, escreverás cartas que não serão nunca enviadas, consultarás búzios, números, cartas e astros, pensarás em fugas e suicídios em cada minuto de cada novo dia, chorarás desamparado atravessando madrugadas em sua cama vazia, não conseguiras sorrir nem caminhas alheio pelas ruas sem descobrires em algum jeito alheio o jeito exato dele, em alguém cheiro estranho o cheiro preciso dele.”
(Morangos Mofados - Caio Fernando Abreu)

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Pra ver se cola!




Cola o teu desenho no meu pra ver se cola;
Cola o meu retrato no teu e me namora.
Comigo nessa dança, um sonho de criança
E o meu coração colado ao teu pra ver se cola!
(o melhor de tudo é ver criancinhas de três anos com a letra na ponta da língua!)


Sim, sou eu!



domingo, 9 de novembro de 2008

Para o lixo!


Mando esta carta direto pra você, desejando vê-lo reciclado o mais rápido possível. Espero que você não esteja cheio de mim. O problema é que acordei me sentindo como você e, ao precisar escrever algo, pois me cobram, comecei a juntar assuntos para jogar fora. Você sabe: o lixo de um homem é o tesouro de outro.

Pensei em perguntar sobre aqueles poemas que enviei pra você alguns meses atrás, lembra? A única pessoa que teve acesso a eles, além de você, não entende, até hoje, como é que eu amei tanto um lixo em minha vida. Pergunto-me a mesma coisa, de tempos em tempos: o que há em você, lixo, que me atrai e me engana tanto? Seguramente, não é o seu perfume. Nem a sua aparencia, além de baixinho, não conheço ninguém que não o ache feio e desarrumado.

Você é cheio de cultura, não nego. E talvez tenha sido mesmo isso, essa transbordante quantidade de informação dentro de você que tenha me encantado em sua personalidade, a princípio. Você guarda tudo: as críticas de jornal, as declarações de políticos, as músicas antigas. Mas acontece que, quando esse tipo de coisa acaba, mostra-se vazio. Nada em você sugere profundidade ou durabilidade. É como se tudo passasse por seu interior sem jamais afetá-lo. Numa leveza que você não tem, pois é pesado e repetitivo - haja saco para aguentá-lo as vezes.

Você deve esttar de boca aberta neste instante, paralisado no seu canto, incapaz de reagir às minhas considerações. Como se eu tivesse jogado falsas acusações em sua cara, assim, na lata, a fim de me livrar de responsabilidades sobre as coisas.

Olha, lixo, eu estou pouco me lixando. Toda esta sua nova postura, de politicamente correto, não me engana. Quando chove forte, você aparece, boiando sobre o assunto para que as pessoas saibam que você existe. Você não vale nada, e essa é a verdade. Sei que você vai me acusar de fazer sujeira contigo, mas no momento é o que me resta. Quantas vezes as minhas melhores intenções foram pra você, terminando desperdiçadas?

Minhas mais verdadeiras cartas de amor, em você, foram sucumbidas. Minhas mais lindas frases de desabafo, em você, silenciaram. Meus mil desejos inconfessáveis, em você, desintegraram-se.

Depois que você entrou no meu computador, então, foi decepção atrás de decepção. É triste dizer, mas você desperta e traz a tona o que há de pior em mim. Quero você, ao mesmo tempo, o mais perto e o mais longe possível, sendo esse o meu pior dilema.

Um dia achei que você não era de se jogar fora. Estava enganada. Hoje, resolvi tratar você como merece. E, se estiver pensando em se colocar no meu caminho, vá se catar. POnha-se no seu lugar.

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Sacada.


Nunca tinha exposto o meu magnifico facínio por sacadas. A arquitetura ou a engenharia não criou nada mais solitário do que uma sacada. É nesse ambiente, ás vezes tão pequeno, em que posso observar a vida se desenrolar lentamente como um vento de verão. Se me pedissem para desenhar a planta de uma casa, com toda a certeza minha mansão teria no mínimo dez sacadas, para que todos que me visitassem ou morassem comigo desfrutasse da mesma sensação que possuo. Nunca ninguém parou para pensar como os momentos passam passivamente diante dos nossos olhos quando nos debruçamos em uma sacada. É ali que passo invisível aos olhos dos seres humanos que me cercam. Observo o simpático avô demonstrando toda a sua dedicação a pequenina neta; sonho com os carros que só com muito sacrifício poderei conquistar; de alguma forma junto minhas idéias e tento colocá-las em ordem da melhor forma possível; deposito minha confiança no amor construído a base de ilusões e canto a música que mais admiro. Toda palavra amiga ou declaração amorosa deveria ser dita em uma sacada, tendo como testemunha um céu transbordante de estrelas. Fica como uma dica. O destino sempre nos presenteia com maravilhosas cenas quando estamos em uma sacada. Em uma madrugada em que a insônia não se tornou companheira, despertar, e ao chegar na sacada, observar ao longe o rapaz que faz seu coração disparar mesmo a tantos metros de distância. Pode parecer até um post suicida para aqueles que não são admiradores de tal projeto arquitetônico, mas para aqueles que já tiveram uma excelente demosntração de afeto por parte do tempo sabe, que possuo uma enorme razão! Embora, em minha casa não tenha sacadas, sempre que posso desfruto do apartamento de minha amiga, passo uns 15 minutos e já me sinto preparada para enfrentar as situações não tao justas que o destino me impõe. São conselhos ou dicas que se fossem tão bons eu os venderia, mas sei que de alguma forma a sacada já ficou marcada na vida de alguém, como ficou na minha. É simples o que quero: uma demonstração simples de amor em uma sacada! E não é pedir muito.


Então, agora experimente. Ligue o som o mais alto possível na música: Último Romance (Los Hermanos), deixe o vento tocar levemente seu rosto e reorganize suas idéias.


Esse post eu dedico a minha amiga Marina de Campos que o destino me deu de presente, pois é na sacada do apartamento dela em que nossa amizade se fortalece! (L)

quarta-feira, 6 de agosto de 2008




"ATENÇÃO MOÇADA QUANDO EU DISSER NO MEU TEMPO, EU QUERO DIZER DAQUI 10 ANOS!"



Querida aula de políticas públicas para a infância e adolescência!